A capital do Pará entrou na reta final dos preparativos para receber a 30ª edição da Conferência do Clima da ONU, a COP30. Além das obras de infraestrutura e da construção das zonas Green e Blue, que sediarão os principais eventos da conferência para sociedade civil e chefes de estado, a cidade também prepara um robusto calendário cultural, voltado à valorização da Amazônia e de suas manifestações artísticas.
A estimativa é de que Belém receba mais de 40 mil pessoas, vindas de todas as partes do mundo. A cidade prepara atrações culturais, como shows, circuitos gastronômicos e vai oferecer aos visitantes a exuberância da floresta e de seus produtos, com ênfase na biodiversidade.
Belém já conta com importantes equipamentos culturais e científicos, como o Museu Paraense Emílio Goeldi, referência em pesquisa sobre os recursos naturais da Amazônia, e a Bienal das Amazônias, inaugurada em 2023, que terá uma nova edição durante a COP30. Mas a cidade também ganhará novos espaços.
O destaque é para o Porto Futuro, espaço em requalificação na orla de Belém que irá sediar o Museu das Amazônias, o Memorial da Navegação e o Centro de Inovação em Bioeconomia da Amazônia, além de espaços para economia criativa e cultura alimentar, destacando a riqueza da culinária paraense.
No Complexo Ver-o-Rio, que também margeia a antiga região portuária, um espaço de 6 mil metros quadrados está recebendo intervenções de 21 artistas, em 19 painéis que compõem a segunda edição do Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B), localizado na rota privilegiada dos deslocamentos das comitivas para os eventos da COP30.