EnglishPortuguese

Pesquisa revela tendências do mercado de arte no Brasil

CLÉ_Posts do Blog

Um mercado mais robusto, mais voltado ao contexto local e operando com mais força no ambiente digital. Esses são alguns dos principais dados levantados pela 7ª edição da Pesquisa Setorial sobre o Mercado de Artes Visuais no Brasil, realizada pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT), com apoio da Apex Brasil, agência governamental de fomento à exportação. O estudo teve a participação de 45 profissionais e 76 galerias de todas as regiões do país, atualizando o levantamento anterior, realizado em 2018.

Conduzida em 2024, a pesquisa apresenta informações relativas ao ano de 2023, identificando um crescimento de 21% no faturamento do setor, com receita aproximada de R$ 2,9 bilhões. Apesar do avanço, o resultado ainda representa 1,5% a menos do volume de negócios registrado em 2019, antes da pandemia da Covid-19.

Ainda que represente menos de 1% do faturamento global do mercado de arte, o setor brasileiro mostra características particulares. O consumo interno predomina, com 77% das vendas realizadas para compradores locais. No entanto, houve expansão nas exportações, com crescimento de 24% nas aquisições feitas por estrangeiros. Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Portugal e Hong Kong são os principais destinos das obras vendidas. Juntos, estes países concentram cerca de 90% das transações internacionais.

A pesquisa também mostra que as galerias investem cerca de 25% dos seus recursos na participação em eventos nacionais e internacionais, com retorno equivalente: as feiras nacionais de arte foram responsáveis por 25% do faturamento médio das galerias pesquisadas. Além disso, apenas 3% delas não estiveram presentes em feiras realizadas no Brasil e só 29% não participaram de feiras internacionais.

No raio X do mercado, a pesquisa revela que cada galeria representa, em média, 27 artistas, sendo que os três principais concentram 51% das vendas. O comprador brasileiro dá preferência a obras com custo de até R$ 50 mil, que somam 59% das receitas, enquanto apenas 9% das vendas são de obras com valores acima de R$ 300 mil.

A Pesquisa Setorial também mostrou o avanço das vendas online como uma tendência do mercado. Em 2024, os negócios gerados em canais digitais chegaram a 20% das receitas do setor, enquanto em 2018, respondiam por apenas 8% do faturamento.

A íntegra da pesquisa está disponível neste link, com 82 páginas. Além de análises mais aprofundadas, também apresenta recomendações e tendências para o desenvolvimento de um mercado mais sustentável.

Esta gostando do conteúdo? Compartilhe!