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O perigo da umidade para as obras de arte

Gotas de água se acumulam em vidraça com prédios desfocados ao fundo

A umidade é uma das piores inimigas das obras de arte, livros e arquivos. Mas você sabe porquê? 

A grande quantidade de vapor de água no ar pode servir como gatilho para o surgimento de fungos e mofo, que se alimentam de matéria orgânica. Ou seja, obras em suporte de papel, tela e madeira estão entre as mais suscetíveis a estes organismos que, se não forem rapidamente controlados, provocam danos irreversíveis. 

O mofo se reproduz por meio de esporos microscópicos que podem se propagar facilmente pelo ar. Por isso, uma das maneiras mais eficientes de combatê-lo é simplesmente evitar que ele surja, controlando as condições do ambiente. 

A umidade ideal para obras de arte

O espaço onde fica a coleção deve ter umidade relativa entre 45% e 55% – é a faixa considerada ideal por museus em todo o mundo. Para se ter uma ideia, no verão a umidade relativa do ar na cidade de São Paulo pode chegar facilmente a mais de 80% em dias de chuva. Na média anual, fica em torno dos 70%.

Constância também é importante, pois a variação da umidade ao longo do ano provoca alterações físicas nas peças. Telas podem expandir quando a umidade está alta e encolher quando ela baixa. São alterações milimétricas, mas que afetam a superfície da pintura, podendo levar ao craquelamento e à perda de material. No caso de esculturas em metal, o risco é de corrosão e, em papéis, pode ocorrer amarelamento. 

Em muitos casos, os danos demandam operações de restauro caras, quando não se mostram impossíveis de reverter. Em outras palavras, a umidade descontrolada pode afetar negativamente o valor de mercado de uma obra de arte. 

O que fazer para proteger a coleção da umidade

A umidade relativa do ar trabalha inversamente à temperatura do ambiente – quanto maior o calor, menor a umidade relativa, e o contrário no frio. Em geral, manter a temperatura do ambiente constante, por meio de um bom sistema de climatização, melhora consideravelmente as condições de conservação da obra. 

Evitar colocar as peças sob luz direta ou em paredes que têm contato com o ambiente externo também são boas medidas de segurança. É importante também observar se a obra está sujeita a alguma fonte de mudança de temperatura, como dutos de ventilação ou lareiras. 

Obras guardadas merecem o mesmo tratamento das obras expostas – o que é um desafio, pois nem sempre é possível manter em casa ou na empresa um ambiente com condições controladas para garantir uma armazenagem segura. 

Se este é o caso, a opção mais segura para o colecionador é lançar mão de uma reserva técnica particular. No Brasil, a Clé Reserva Contemporânea é a única empresa que oferece armazenagem 100% climatizada, atendendo hoje a alguns dos mais importantes museus do País. Conheça os nossos serviços.





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